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Compreenda a diferença entre o Óleo de coco X Óleo MCT

Compreenda a diferença entre o Óleo de coco X Óleo MCT

Compreenda a diferença entre o Óleo de coco X Óleo MCT

Óleo de coco

O óleo de coco vem atraindo a atenção de muitos consumidores porque possui inúmeros benefícios para a saúde. Estes benefícios vão desde o controle do peso, até fortalecer o sistema imunológico do nosso corpo.

Mas porque o óleo de coco faz bem para a saúde?

Em sua composição, o óleo de coco possui MCT (Medium chain triglycerides) ou TCM – Triglicérides de cadeia média.

Eles aumentam o metabolismo do corpo, possuem propriedades antimicrobianas, reduzem o colesterol, além de serem uma ótima fonte de energia.

Então o que é o óleo MCT encontrado no mercado?

O óleo MCT (mediun chain triglycerides) é na verdade a sintetização dos MCTs encontrados em uma fonte natural, que é o óleo de coco. Os benefícios são muito melhores que do óleo de coco puro, facilita a absorção dos nutrientes, acelera o metabolismo, ajudando no controle de peso, e é uma excelente e rápida fonte de energia.

A indústria do óleo de coco sustenta a ideia de que ele é uma grande fonte de MCTs. Porém, o óleo de coco possui apenas 62% de óleo MCT.

Considerações

  • Óleo de coco é bom para sua dieta, porém possui ácido láurico em abundância, o qual não funciona como óleo MCT no organismo.
  • Nos Estados Unidos, os produtores de óleo de coco e MCT são legalmente autorizados a se referirem ao ácido láurico como um MCT, já que os químicos o nomearam desta forma. Mas os bioquímicos reconhecem que ele não atua como um óleo MCT biológico.
  • Quando for consumir o óleo MCT, preste atenção nos rótulos, pois há chances de você estar ingerindo muito pouco dos benefícios da cadeia MCTs (C8 e C10), e muito do ácido láurico, que é barato e ineficiente.

Este post explora a ciência de como o óleo MCT (medium chain triglyceride ou triglicérides de cadeia média) atua, quais tipos são os melhores, e porque alguns tipos de MCTs causam instabilidade intestinal e irritações na garganta, e outros não.

A verdade biológica dos óleos MCT: Porque ácido láurico atua como um LCT e não um verdadeiro MCT

Comerciantes de óleo de coco geralmente dizem que há quatro tipos de óleos MCTs encontrados no óleo de coco: C6, C8, C10 e C12 (os números definem o comprimento da cadeia de carbono).

Há tempos atrás, os químicos decidiram chamar todas estas cadeias de MCT, mas os biólogos agora entendem que o mais barato e mais comum dos MCTs, o C12 ou ácido láurico, é na verdade um pseudo MCT.

O ácido láurico é uma boa fonte de nutrientes, no entanto ele se comporta como o LCT (Long chain triglyceride – Triglicéride de cadeia longa) e não como um MCT, o que significa que, quando consumido não gera energia de forma rápida como o C8 ou C10.

Sob a perspectiva biológica, o ácido láurico deveria, na verdade, ser considerado um LCT, pois ao contrário dos MCTs biológicos, ele é processado pelo fígado; enquanto os verdadeiros MCTs, que são solúveis em água, são mais facilmente absorvidos pelo organismo, produzindo energia de forma mais rápida.

Como o corpo processa o ácido láurico diferente dos óleos MCTs, espera-se que os químicos mudem esta classificação, pois o ácido láurico não é um MCT.

Abaixo a lista de ácidos graxos encontrados no óleo de coco:

Estes são os principais tipos de ácidos graxos encontrados no óleo de coco, mas os 3 primeiros se comportam em seu corpo como um verdadeiro MCTs. Quer dizer, sobrepõe a carga metabólica de ser processado no fígado e rapidamente se torna energia para o cérebro e músculos.

C6, Ácido Capróico – menos de 1% do óleo de coco

O percentual deste ácido encontrado no óleo de coco é pequeno, porém é necessário removê-lo pois, além de ter gosto ruim, pode causar disfunção gástrica ou estomacal. Se o seu óleo MCT genérico faz sua garganta queimar ou tem um sabor estranho, uma razão pode ser porque a destilação não removeu o suficiente de C6.

C8, Ácido Caprílico – aproximadamente 6% do óleo de coco:

Tem potentes propriedades antimicrobiais (muito mais do que o ácido láurico) que ajuda a manter saudável o intestino e é rapidamente metabolizado no cérebro. O C8 é metabolizado em apenas 3 etapas para se tornar ATP, combustível celular que usamos. O açúcar precisa de 26 etapas. E por isso o C8 é tão eficaz para aumentar a saciedade. São necessárias 18 colheres de óleo de coco para se conseguir 1 colher de C8.

C10, Ácido Cáprico – aproximadamente 9% do óleo de coco:

C8 e C10 são os únicos óleos MCTs que se transformam rapidamente em ATP sem passar pelo fígado, porém o C10 tem sua conversão em energia mais lenta do que o C8.

C12, Ácido Láurico: 50% ou mais do óleo de coco:

Passa pelo fígado para ser convertido imediatamente em energia como os outros MCTs acima. Por isso é mais precisamente definido como um LCT, e não um MCT. Aumenta o colesterol mais do que qualquer outro ácido graxo (não necessariamente uma coisa ruim). É comumente citado por ter benefícios antimicrobiais.

C14 e superiores:

São os amplamente reconhecidos LCTs (Long chain fatty acids) ácidos graxos de cadeia longa no óleo de coco, na maioria saturados, incluindo o ácido steárico (C18:0), ácido oleico (C18:1) e ácido linoleico (18:2). O exato percentual de cada um depende da região onde o coco foi cultivado, tempo de colheita e outras características de produção. Eles são bons como fonte de energia, mas são amplamente disponíveis em outros óleos, e não terão benefícios se comparados ao verdadeiro MCT.

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